junho 2008


A matéria de capa da Época de Março deste ano, fala de saídas para o congestionamento nas grandes cidades e isso me trouxe à memória o Salão do Automóvel de Tóquio, realizado no final do ano passado.

“Quem só tem martelo, só enxerga prego”, diz o velho ditado. E é o que faz a indústria automobilística, que já há várias décadas perdeu sua capacidade realmente inovadora e inventiva. 

Cá entre nós, é meio constrangedora a foto do presidente da Toyota, Katsuaki Watanabe, apresentando no dito Salão, o chamado “carro individual conceitual”.

Na minha terra isso é uma cadeira de rodas high-tech. Watanabe defende que, daqui em diante, é “preciso dirigir pelas pessoas e pelo planeta”. Acho que o Greenpeace podia mandar uma ficha de inscrição para ele.

Os protótipos dos carros individuais foram estrelas nesse Salão. Além do i-Real, que é o nome do tal carro conceitual da Toyota, foi apresentado o Pixy, pela Suzuki. Também parece com uma cadeira de rodas. Seu diferencial é que pode ser encaixado dentro de outro veículo maior. A Nissan apresentou o Pivo 2. É tão pequeno que porta, painel e direção formam um único conjunto. Carlos Goshn, presidente mundial da Renault-Nissan, comentou meio que desculpando com os repórteres que “tudo isso não quer dizer que vamos abandonar a nossa paixão por performance”. Ah, bom!

Igualmente constrangedores são os equipamentos internos para passageiros de automóveis como o mostrado na figura abaixo.

 

A Toyota anunciou que esse kit tem “sensores de relaxamento com áudio, vídeo e um difusor de aromas”. Agora sim! Vamos ter mais qualidade de vida nos engarrafamentos.

Gente, isso tudo parece uma grande piada !  Será que estamos vivendo em um mundo aceleradamente fora da realidade ? 

Até breve  – – Bruno Garcia

 

 >>Bar e restaurante Bellini

Me sinto obrigado a deixar uma dica para o final de semana, espero que aprovem.

 

Para quem acredita que um ambiente requintado e um cardápio acessível é o ideal para uma noite em São Paulo, vale conhecer o bar e restaurante Bellini. Situado na altura do número 155 da Rua Lopes Neto, Itaim, um clima aconchegante e clássico salta aos olhos de quem chega neste local, que foi eleito pela Veja São Paulo em 2007 como um dos melhores bares da cidade.

 

Decorado de forma rústica e clássica, o ambiente a luz de velas apresenta mesas e sofás de até 20 pessoas tanto interior, quanto na parte aberta da casa, onde se pode conversar com amigos e acompanhantes a céu aberto. O cardápio pode ser bastante eclético para quem sabe escolher. Os pratos, de alta gastronomia, variam entre R$ 30,00 e R$ 60,00. E há as mais diversas opções: massa, peixe, carne bovina e etc. Mas para quem não pode ou prefere não gastar muito deve optar pelo rico e variado cardápio de petiscos que tem a faixa média de preço entre R$ 15,00 e R$ 35,00. Ficam duas dicas de porções: a bruschetta clássica, extremamente saborosa que contém seis unidades, e é claro a boa e tradicional batata frita, que faz as honras da noite de qualquer barzinho.

 

Quem quiser saber mais sobre o bar e restaurante Bellini, desde o telefone de contato até as formas de pagamento, pode acessar o seguinte site: http://ig.obaoba.com.br/bellini

 

Não deixe de aproveitar o final de semana!

Bruno Garcia – Diretamente do Mundo Acelerado  

 

Pessoal, hoje voltando da faculdade por volta das 21h30m, ao passar pela Avenida Juntas Provisórias vejo uma carreta tombada. Logo pensei, algum carro fez alguma “barberagem” e contribuiu com o tombo da carreta… Como um ser muito curioso que sou, resolvi parar o carro, descer e ver o que de fato estava acontecendo.

Ao descer do carro, olhei todo o cenário e não vi nenhum outro veículo envolvido, não demorou muito peguei minha câmera e tirei uma foto, a qualidade não ficou das melhores devido a baixa luminosidade. Ao tirar uma ou duas fotos para o blog, um agente da CET veio me perguntar se eu era da imprensa, eu respondi, dizendo que apenas precisava de algumas informações e ele resolveu me auxiliar.

Surpresa!!! Ele e o motorista da carreta, me contaram que devido a um grande buraco, o controle do caminhão foi perdido e que por estar transportando uma carga muito pesada a mesma se desestabilizou. 

Imagine só, um buraco foi o causador de um acidente absurdo, o motorista está bem, sofreu apenas um pequeno corte no braço esquerdo e um enorme susto.

Eu sinceramente fiquei absorto com este caso, refleti que a cada dia o trânsito está mais caótico. O pior é ver que além do trânsito ruim, as vias de tráfego estão em péssimo estado, causando uma série de prejuízos aos seus usuários. O caso que presenciei hoje não apresentou morte, mas poderia ter acontecido o pior. 

Tudo isso me faz pensar no descaso por parte de nossos governantes, prefeituras, etc… É difícil de se conformar com os muitos impostos que pagamos e com os poucos benefícios que obtemos. É difícil ver um trabalhador esforçado como o Sr. Arnaldo Pereira (o carreteiro), sofrendo de preocupação, de susto e com medo de ser demitido por uma falha que muito provavelmente não foi dele.

Mais do que nunca, São Paulo precisa de ajuda !  E agora ? De onde virá o socorro ?

Até breve !  By Bruno Garcia – 23:27

 

Para muitas pessoas, a primeira imagem que vêm à mente como resposta para a pergunta citada, geralmente, é de um espaço natural intocado pelo homem, como por exemplo uma floresta virgem, com água e verde em abundância.

Pesquisei um pouco sobre o assunto na internet e encontrei um comentário interessante extraído do livro “Educando para a conservação da natureza: sugestões de atividades em educação ambiental”, de Maria Cornélia Mergulhão e Beatriz Nascimento Gomes Vasaki (Editora EDUC):

“Certa vez, uma menina contou que, no final de semana, ela ia para o meio ambiente, referindo-se ao sítio da avó. A noção de ecologia ainda está muito vinculada a plantas e animais.”

 

Poucos se lembram dos centros urbanos como seu meio ambiente. Atividades que sensibilizem os cidadãos da cidade a enxergar seu meio são de muita importância em educação ambiental.

 

Portanto, deixo como minha sugestão: preserve o meio ambiente começando pela sua casa, sua escola, sua empresa, seu bairro, sua cidade. Não jogue lixo nas vias públicas, desligue equipamentos que não estão sendo utilizados, aproveite a luz natural, plante uma árvore. O meio ambiente urbano, ultimamente tão poluído e mal-tratado, também precisa ser respeitado, limpo, arborizado.

 

Um abraço e até breve

Bruno Garcia

As manchetes dos últimos dias concentram histórias de acidentes de trânsito causados pelo consumo de álcool. Que bebida e direção não combinam, todos estão cansados de ouvir. Mas, para alguns, entra por um ouvido e sai pelo outro. É “caretice”!

Apesar de defender e acreditar na liberdade de imprensa como um grande bem social, estou repensando minha opinião sobre as publicidades de bebidas alcoólicas. Ilustrando ilusões amplamente consumidas pelos jovens, elas mostram homens e mulheres bonitos, num clima de azaração e alegria, onde o final é sempre feliz!

 

Pena que não é bem assim que acontece. Os mesmo jovens que consumiram as bebidas anunciadas e se divertiram, têm que encontrar um jeito de ir para casa e infelizmente, muitos optam por ir dirigindo. Por quê essas propagandas não ilustram o fim da noite e incentivam o uso de táxis, por exemplo? A resposta é óbvia: o produto com certeza chamaria menos atenção do que ao mostrarem uma bela mulher, como a Juliana Paes…

A grande maioria das pessoas sente prazer em beber e não há mal nenhum nisso. Seja um choppinho, um vinho, uma dose de whisky… Mas o que vemos hoje é diferente! É o famoso “beber, cair e levantar”, refrão do novo sucesso musical popular. Vivemos uma fase de exageros, falta de limites e principalmente de ausência de diretrizes norteadoras da juventude. E é então que entra o papel da bebida, como forma de preencher a lacuna vazia na vida de alguns jovens. Sua superficialidade e a ocupação de sua mente pela valorização do consumo e das posses os levam a ser literalmente devorados pela publicidade e pelas ilusões vendidas por essa.

 

No final, destrói-se vidas, mentes e sonhos. Tudo por alguns goles a mais. Termino deixando dois links e um artigo para refletir sobre o assunto:
*Vídeo de um garoto de Brasília que, parado por uma blitz, não conseguiu fazer o teste do bafômetro, devido ao estado em que se encontrava:
http://www.youtube.com/watch?v=iaATjY54DSs

 

Olá a todos!!! Sou Bruno Garcia e este é meu primeiro post em Mundo Acelerado (São Paulo em foco) . Com a divulgação dos múltiplos aspectos desta heterogênea cidade que é São Paulo, espero que o blog propicie um espaço agradável de leitura, em constante diálogo com vocês, leitores. Portanto, fiquem à vontade para comentar e enviar suas sugestões.

Antes de qualquer coisa, preciso esclarecer a você, leitor, que não estou sendo irônico. Acho realmente que o tráfego da capital paulista pode ser bastante produtivo. Obviamente, não nasci e muito menos tirei carta de motorista pensando dessa forma, mas como tudo que vale a pena na vida, tive que lutar muito para mudar meu ponto de vista. Mas tudo bem, confesso: também não sou tão virtuoso assim… A verdade é que não tive escolha: Ou eu chegava em casa chutando a porta da frente completamente louco, ou tentava fazer o melhor possível do inevitável trânsito diário de duas horas. Fiquei com a última opção.

No mundo das expressões “tempo é dinheiro”, “gestão de tempo” e “timing”, dificilmente dispomos de uma ocasião para ouvir de verdade quem está ao nosso lado, apreciar uma boa música e refletir sobre o dia que começa ou termina.

Aquela situação forçada e inevitável deve ser produtiva, assim como acredito que tudo na vida deva ser. E por mais que pareça um paradoxo tornar alguns momentos bem sucedidos sem o auxilio de celulares ou laptops, posso garantir que não há contradição alguma nisso. Quando se está parado entre dois carros e a idéia de passar por cima, xingar o outro motorista ou buzinar são péssimas opções, a não ser que você goste da idéia de morrer prematuramente, o melhor para você e para quem está próximo é exercer algumas virtudes no congestionamento e na vida: paciência, auto-controle, serenidade e bom humor.

Já dizia minha mãe, uma das pessoas, se não a mais, que admiro: “Do limão deve-se fazer uma limonada”. Já disse e repito: Não é fácil! Porém como disse o Capitão Nascimento (Wagner Moura) em Tropa de Elite “Mas quem disse que a vida é fácil?”.

 

Um Abraço