Sabe, blogar é coisa difícil. Blogar, quer dizer, ter um blog vivo, animado, com diálogos, leitores e comentários, com posts constantes, imagens, surpresas, audiência cativa. Links. Em parte, é difícil por conta dessa necessidade de divulgação. Ou, melhor dizendo — para tirar o ranço comercial — a necessidade de fazer uma social, de se apresentar, de conhecer gente, virtualmente ou não. O mar de blogs é uma arena pública, sim — mas não é suficiente chegar lá e ter algo a dizer. É preciso falar alto, chamar a atenção dos outros, subir no palco, conseguir silêncio da platéia.

E é preciso perseverança, fôlego, resistência, continuidade. Blogar é trabalho duro. Eu sou um blogueiro frustrado porque, além de tímido, sou inconstante. Criei três blogs diferentes, um para cada tema: um “cotidiano”, um restaurantes, e agora esse. Por causa do meu trabalho fico sem tempo. Pra falar de restaurante no blog culinário eu preciso de tempo pra pensar e postar algo que faça sentido não só para mim, mas para o leitor também. E o meu blog “cotidiano” depende de inspiração e muito tempo livre para burilar as palavras. Quando a Mariana escreve no blog dela que a linguagem do blog é rápida e rasteira, ela está certa. A minha mania de repensar, destilar e revisar as palavras não funciona; faz meu blog empacar.

Eu levanto a bandeira branca, aquele que diz “eu me rendo”. Eu desisto. Um dia quem sabe eu volte a postar, e quem sabe até mesmo eu deixe de ser fresco. Até lá, meus blogs ficam submersos, criando alga, criando limo, como navios de um naufrágio perdido. Eu sigo sendo Global Supervisor de Cala e Ibéria, que é o que sei fazer, e sigo passeando um pouco mais livre pelos blogs dos outros. Lendo uns textos admiráveis, uns textos excelentes. Dando risada, me informando, entendido mais de alguns assuntos. Quem sabe a gente se cruza.

To meio dramático hoje – rs

Um Abraço – Bruno Garcia

 
 
 
 
 

 

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