novembro 2008


Amigos, ando muito atarefado por estes dias, peço desculpas pela falta de postagem. Estou passando por aqui hoje, para deixar uma sátira que fizeram comigo, é engraçada.  Observem na foto abaixo eu e Julio Iglesias (risos). Sou grato por ter amigos, que mesmo em meio a rotina acelerada que temos, ainda passamos bons momentos juntos, por vezes só abrimos o e-mail e nos deparamos com mensagens que endoçam nossos dias.  

bahamas

“A vida já é complicada e cheia de contratempos. Conservar o bom humor é um segredo de sobrevivência.” 

 

Um abraço a todos os amigos  – Até breve !

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Se você quer se desligar da cidade, relaxar, e se integrar com uma natureza exuberante, tudo com muito conforto, privacidade, charme e boa comida, o Ronco do Bugio é uma excelente opção.

 

ronco_do_bugio 

Integrante da Associação Roteiros de Charme, o Pouso e Gastronomia Ronco do Bugio fica a 100 Km de São Paulo, na cidade de Piedade, em um sítio de 12 alqueires de Mata Atlântica preservada, onde a natureza nos convida a contemplar e observar pássaros, vegetação, pequenos animais ou mesmo um dos macacos bugio que vivem nas redondezas e cujo som deu nome ao lugar.

Os sócios/proprietários, o casal Fátima e José Luiz Majolo, o chef Eduardo Duo e o designer de interiores Fuad Murad, se esmeraram não só em oferecer aos hospedes charme e boa comida como também priorizaram para que o empreendimento preservasse a natureza e promovesse o desenvolvimento econômico do moradores da região sem alterar sua paisagem. Por esse motivo a posada desenvolveu diversas parcerias com ONGs ambientais para levantamento de flora e fauna e com a Casa da Cultura de Piedade, para revelar  talentos locais, fazer intercâmbio entre artistas e artesãos de outras regiões, e treinar estudantes da rede pública para monitores ambientais e guias de passeios ecológicos. Faz ainda a coleta seletiva de todo o lixo produzido, e capacita profissionalmente a população local nas áreas de hotelaria e gastronomia.

        Toda esta preocupação resultou num local extremamente bonito e, melhor ainda, exemplar e politicamente correto.

            O projeto arquitetônico foi feito com materiais demolição de antigas fazendas mineiras e casas de tropeiros, e as 13 suítes têm ambientes diferentes e temáticos, mantendo em comum o conforto, o aconchego e a vista privilegiada da Mata Atlântica e da Serra de Paranapiacaba.

            A cozinha prioriza o produtos orgânicos, naturais e da própria região, revisitados de forma contemporânea, como a galinha caipira “de panela” ou torteloni de alcachofra.

            O café da manhã, servido nas mesas, é um caso à parte: além de ser servido até às 16 horas, oferece aos hóspedes: frutas, pães, cremes, cereais, frios, omeletes, doces e bolos numa festa para os olhos e o paladar.            

            Como atividades pode-se escolher entre caminhadas pelas trilhas, banho de cachoeira, piscina de água natural, sauna, sala de fitness e espaço terapêutico projetado com base na filosofia oriental e voltado para o bem estar e relaxamento. (Esta parte cuidada pessoalmente por Fátima).

            Junto à pousada há também uma sede que vale a pena ser visitada. Trata-se da Associação Rongo do Bugio, onde são promovidos cursos e palestras para os moradores da região e onde é possível comprar objetos artesanais de decoração feitos por eles.

Ronco do Bugiowww.roncodobugio.com.br Reservas: (15) 3299 8600 e (11) 8259 7788. Estrada PDD, 120 Bairro dos Pires, Piedade SP.

 

Um forte abraço – Bruno Garcia

O que você tem feito nos momentos de descanso ou no fim de semana?

Dormindo para recuperar o corpo cansado da longa e tensa semana?

Ou você é daqueles que também decidiu transformar o fim de semana em um rotina? Sempre para o sítio, para a praia, “já que comprei tenho que ir!!”

Hum… nada de errado com isto, se é assim que você se sente bem, isto é o que importa. Mas, no papel de seu novo conselheiro de lazer, gostaria de sugerir que você se dê ao direito de tentar novas alternativas. Você irá se surpreender ao descobrir como é fácil apreciar novas coisas, lugares, pessoas, restaurantes, hotéis, vinhos, filmes, enfim…

            Como  qualquer pessoa, tenho minha rotina e coisas que me deixam confotável, feliz, ou que me relaxam, e “ naqueles momentos” é nela que me abrigo, mas editar o mundo acelerado tem me mostrado um novo lado da vida, que é muito mais amplo do que o pequeno mundo com que até agora me contentava. Esta é uma experiência muito rica, e claro que não será preciso ninguém editar um blog para também poder tomar proveito disto. Sei também que muitos de vocês já descobriram isso muito antes de mim, mas para outras pessoas este blog pode ser valioso. Quando conceitualizei o mundo acelerado, uma de minhas metas era que ele se tornasse uma fonte de novas alternativas de lazer em pelo menos um post por semana. Quero apresentar novas alternativas a todas as suas rotinas: hobbies, restaurantes, bares, vinhos, literatura, hotéis, turismo, etc. Espero alcançar minha meta. Aproveite, portanto, estas dicas, dê-se ao direito de experimentar, curta seu tempo ao máximo pois ele passa, e você não vai querer se arrepender depois.

 

Já escrevi demais por hoje, mas mesmo assim quero deixar ao menos a dica de um bom vinho para o jantar de amanhã. Pallegeto Colli Senesi Riserva 2003 – Rubi violáceo com média concentração. Complexo, frutas vermelhas (framboesa), tabaco, couro, toques herbáceos, madeira bem dosada. Equilibrado. Ótima acidez, taninos finos, bom corpo e persistência, retrogosto frutado agradável. Vinea Store (11) 30595200 – Preço R$ 131,00 – Nota 90.   

 

Hoje termino meu editorial com uma “frase-alerta” do nosso poeta Chico Buarque de Holanda “O tempo passou na janela, só Carolina não viu…”

 

Um forte abraço a todos e aguardem novas postagens

 

                                                                                                                                                  Bruno Garcia   

Quando a cidade de São Paulo é pautada, os temas mais recorrentes são o trânsito, as cenas de violência e o universo dos negócios, ou seja, os problemas que mais afetam as classes média e alta da metrópole. No entanto, pouco se fala das cenas de exclusão que presenciamos cotidianamente. Seja com o mendigo da esquina, com as crianças trabalhando nos faróis ou com os carroceiros.

É difícil olhar para os indivíduos miseráveis, fruto da desigual sociedade na qual vivemos e, neste sentido, optamos por negar sua existência. Fechamos os vidros dos veículos e seguimos nossa rotina, isso quando não oferecemos algumas moedas aos pedintes na tentativa vã de ajudá-los a diminuir seus problemas.

Sentimo-nos de mãos atadas e culpados pelo que vemos pois, no fundo, sabemos que esta é a lógica do capitalismo e que para que os ricos e a economia se sustentem, sempre haverá pobres e famintos. É o chamado “colchão de sustentação” capitalista.

 

Ônibus 174

Acredito que foi com o objetivo de esclarecer essa situação que o diretor José Padilha (o mesmo de Tropa de Elite) resolveu produzir o documentário “Ônibus 174”, no qual busca resgatar as diferentes e profundas causas que levaram Sandro do Nascimento a seqüestrar o veículo e manter vítimas sob a mira de um revólver por cerca de 4 horas, tendo assassinado uma delas.

A triste e comum história de Sandro foi marcada por presenciar o esfaqueamento de sua mãe, quando tinha apenas seis anos. Durante sua adolescência, já morador de rua, o jovem também foi vítima da Chacina da Candelária.

 

O objetivo aqui não é o de justificar os atos de violência cometidos, mas sim de provar que a situação que vivenciamos hoje é fruto de sementes de indiferença e desigualdade com relação aos excluídos, plantadas pela sociedade brasileira por muito tempo.

E a violência só passou a ser vista realmente como um problema quando alcançou as classes privilegiadas da sociedade. A tragédia de ver dezenas de pessoas mortas na periferia não chega aos pés daquela proporcionada pelo assassinato de um rico.

 

Os atos violentos que presenciamos quase que diariamente não são nada mais do que um grito em busca de atenção daqueles que se calaram e que viveram esquecidos e marginalizados por tanto tempo. Até quando essa situação se sustentará?

 

Bruno Garcia