Cotidiano


Onde o tesouro, ali o teu coração…
Onde o teu ouro, por certo toda paixão…
Poucos trocados corrompem muita razão…
Vende-se o voto, contrariando a intenção

Corre o ditado e é tão comum se dizer:
“Cada pessoa, seu preço certo há de ter…”
E a nota verde comanda o teu bem querer…
“Mande in Brazil”, Brasília e todo o poder…

O que vai sobrar, se fica assim como está,
Alguém já gastou, por certo alguém vai pagar…
Deixa que eu deixo e todos deixam pra lá!
Geme essa gente sem vez nem voz pra falar…

“Quando olhei a terra ardendo, qual fogueira de São João,
eu perguntei, ah!…

Música: João Alexandre / Cd – Voz, violão e algo mais
Letra: Guilherme Kerr Neto
Post by – Bruno Garcia

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Pode parecer piegas falar em “Boas Maneiras” e em “Educação” (No sentido de Cortesia) na empresa. Nem sempre estamos atentos a esses fatores e quase sempre pagamos caro por isso.

            A Toyota do Japão sugeriu aos seus concessionários que fizessem um grande esforço de treinamento dos funcionários em “boas maneiras e cortesia”. “A reação contrária dos funcionários foi muito grande”, comenta um dos diretores da maior concessionária Toyota do Japão. “Eles chegaram mesmo a sentirem ofendidos quando lhes dissemos que teriam de passar por um treinamento de “boas maneiras.”   

Porém a empresa decidiu dar continuidade ao projeto e hoje colhe os frutos de um dos maiores sucessos em vendas e atendimento, segundo os próprios funcionários que hoje reconhecem o valor da iniciativa.

            Boas maneiras e educação são essenciais para o bom ambiente de trabalho. Não há quem goste ou mesmo consiga produzir com eficiência e eficácia num ambiente em que as pessoas se tratam mal, falam alto, dizem impropérios uns aos outros, trabalham de cara fechada e em que os clientes são tratados de qualquer maneira e mesmo rudemente. Do ponto de vista interno da empresa, os resultados de um esforço para aumentar as “boas maneiras” são espetaculares. Ensinar as pessoas a dizer “com licença”, “ por favor”, “obrigado” e “desculpe-me”, ajuda muito um ambiente de trabalho a tornar-se sadio. Da mesma forma, uma empresa na qual as pessoas são educadas a dizer “seja bem-vindo”, “é um prazer recebê-lo em nossa empresa” etc. Isso tudo demonstra e consegue fazer uma grande diferença na cabeça de seus clientes.  

            Esse é um tema complexo porque as pessoas, em geral, acham-no irrelevante, sem a mínima importância mesmo. Porém as maiores empresas do mundo de hoje estão preocupadas com isso, obtendo grandes resultados positivos quando com ele se ocupam. Carl Sewell, autor do livro “Clientes para sempre” (Editora Harbra), tem um capítulo (o 23) que tem o seguinte título: “Sua mãe estava certa: boas maneiras são realmente importantes”, em que o autor enfatiza, como no caso da Toyota, a importância das boas maneiras na empresa.

            Minha sugestão é que você observe como as pessoas se tratam na sua empresa. O clima interno será, sem dúvida, o clima externo, isto é, como sua empresa trata seus clientes. É muito raro ver um dirigente empresarial que trata seus funcionários com descortesia ter seus funcionários que tratem os clientes com cortesia. Um é fruto do outro. Inicie na sua empresa uma busca quieta, permanente, firme e continuada de boas maneiras e cortesia. Chame a atenção das pessoas, mas principalmente dê o exemplo tratando a todos, funcionários e clientes, com o maior respeito. Isso pode mudar o clima de sua empresa e todos passarem a respeitar-se mutuamente e todos juntos a tratar os clientes com mais cortesia, fazendo-os querer voltar à sua empresa, seja por telefone, pessoalmente ou por e-mail.

Pense nisso. Sucesso! 

 

O clima interno influi na forma como a empresa trata os clientes.

 

Bruno Garcia  

 

Informações da Toyota: Infocompany 2006

 

 

O que você tem feito nos momentos de descanso ou no fim de semana?

Dormindo para recuperar o corpo cansado da longa e tensa semana?

Ou você é daqueles que também decidiu transformar o fim de semana em um rotina? Sempre para o sítio, para a praia, “já que comprei tenho que ir!!”

Hum… nada de errado com isto, se é assim que você se sente bem, isto é o que importa. Mas, no papel de seu novo conselheiro de lazer, gostaria de sugerir que você se dê ao direito de tentar novas alternativas. Você irá se surpreender ao descobrir como é fácil apreciar novas coisas, lugares, pessoas, restaurantes, hotéis, vinhos, filmes, enfim…

            Como  qualquer pessoa, tenho minha rotina e coisas que me deixam confotável, feliz, ou que me relaxam, e “ naqueles momentos” é nela que me abrigo, mas editar o mundo acelerado tem me mostrado um novo lado da vida, que é muito mais amplo do que o pequeno mundo com que até agora me contentava. Esta é uma experiência muito rica, e claro que não será preciso ninguém editar um blog para também poder tomar proveito disto. Sei também que muitos de vocês já descobriram isso muito antes de mim, mas para outras pessoas este blog pode ser valioso. Quando conceitualizei o mundo acelerado, uma de minhas metas era que ele se tornasse uma fonte de novas alternativas de lazer em pelo menos um post por semana. Quero apresentar novas alternativas a todas as suas rotinas: hobbies, restaurantes, bares, vinhos, literatura, hotéis, turismo, etc. Espero alcançar minha meta. Aproveite, portanto, estas dicas, dê-se ao direito de experimentar, curta seu tempo ao máximo pois ele passa, e você não vai querer se arrepender depois.

 

Já escrevi demais por hoje, mas mesmo assim quero deixar ao menos a dica de um bom vinho para o jantar de amanhã. Pallegeto Colli Senesi Riserva 2003 – Rubi violáceo com média concentração. Complexo, frutas vermelhas (framboesa), tabaco, couro, toques herbáceos, madeira bem dosada. Equilibrado. Ótima acidez, taninos finos, bom corpo e persistência, retrogosto frutado agradável. Vinea Store (11) 30595200 – Preço R$ 131,00 – Nota 90.   

 

Hoje termino meu editorial com uma “frase-alerta” do nosso poeta Chico Buarque de Holanda “O tempo passou na janela, só Carolina não viu…”

 

Um forte abraço a todos e aguardem novas postagens

 

                                                                                                                                                  Bruno Garcia   

Quando a cidade de São Paulo é pautada, os temas mais recorrentes são o trânsito, as cenas de violência e o universo dos negócios, ou seja, os problemas que mais afetam as classes média e alta da metrópole. No entanto, pouco se fala das cenas de exclusão que presenciamos cotidianamente. Seja com o mendigo da esquina, com as crianças trabalhando nos faróis ou com os carroceiros.

É difícil olhar para os indivíduos miseráveis, fruto da desigual sociedade na qual vivemos e, neste sentido, optamos por negar sua existência. Fechamos os vidros dos veículos e seguimos nossa rotina, isso quando não oferecemos algumas moedas aos pedintes na tentativa vã de ajudá-los a diminuir seus problemas.

Sentimo-nos de mãos atadas e culpados pelo que vemos pois, no fundo, sabemos que esta é a lógica do capitalismo e que para que os ricos e a economia se sustentem, sempre haverá pobres e famintos. É o chamado “colchão de sustentação” capitalista.

 

Ônibus 174

Acredito que foi com o objetivo de esclarecer essa situação que o diretor José Padilha (o mesmo de Tropa de Elite) resolveu produzir o documentário “Ônibus 174”, no qual busca resgatar as diferentes e profundas causas que levaram Sandro do Nascimento a seqüestrar o veículo e manter vítimas sob a mira de um revólver por cerca de 4 horas, tendo assassinado uma delas.

A triste e comum história de Sandro foi marcada por presenciar o esfaqueamento de sua mãe, quando tinha apenas seis anos. Durante sua adolescência, já morador de rua, o jovem também foi vítima da Chacina da Candelária.

 

O objetivo aqui não é o de justificar os atos de violência cometidos, mas sim de provar que a situação que vivenciamos hoje é fruto de sementes de indiferença e desigualdade com relação aos excluídos, plantadas pela sociedade brasileira por muito tempo.

E a violência só passou a ser vista realmente como um problema quando alcançou as classes privilegiadas da sociedade. A tragédia de ver dezenas de pessoas mortas na periferia não chega aos pés daquela proporcionada pelo assassinato de um rico.

 

Os atos violentos que presenciamos quase que diariamente não são nada mais do que um grito em busca de atenção daqueles que se calaram e que viveram esquecidos e marginalizados por tanto tempo. Até quando essa situação se sustentará?

 

Bruno Garcia

Sete da manhã. Estou dirigindo e paro no farol, a caminho da empresa. Ao meu lado, pessoas dormindo. Vejo suas casas e observo seu sono. Elas moram nas ruas, mais especificamente embaixo de um viaduto.

Fico imaginando como é não ter um teto e, desta maneira, ter de partilhar momentos íntimos com uma multidão, que por aqui passa cotidianamente.

Não ter liberdade para se despir ou se relacionar e nem ter TV como passatempo. Não poder fechar as janelas para evitar a claridade de um novo dia que chega e nem ter onde se abrigar em dias chuvosos. Acordar e dar de cara com um mundo que já amanheceu e que segue para cumprir mais um dia de suas atividades rotineiras.

Durante os poucos minutos em que o farol está vermelho, os meus olhos devoram a cena que vejo pela janela. É tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe.

Vejo a desigualdade no rosto de cada um dos moradores da residência que tem o céu como teto, o concreto como cama e o asfalto como quintal. A velocidade de São Paulo passa ao lado, mas não pára por aqui. O ritmo da produção também não. Embaixo deste viaduto, há seres humanos cuja busca diária é pela subsistência.

Levo um susto que me traz de volta à realidade. É um pedinte batendo em meu vidro. Ele quer esmolas. Digo que não tenho e ele se vai. Então, o sinal abre e eu acelero, afastando-me novamente da dura realidade das ruas, com a triste sensação de ter as mãos atadas. Amanhã e depois, voltarei a visitar esta casa, na qual ninguém precisa bater à porta para entrar.

Bruno Garcia

Carros enquadram mundo arte ou morte espetacularizada. Cultive seu olhar

Entre Cayennes, Ferraris, Lamborghinis, BMWs, Mercedes e outros veículos de mesmo calibre que costumam trafegar na zona sul de São Paulo, vi, hoje, uma Belina branca.

Foi tão rápido: olhei antes de atravessar a rua e lá vinha ela, sozinha, pelo o túnel, que me pareceu o túnel do tempo. A nostalgia foi irrefreável. Não de toda a infância, mas de um capítulo especial dela.

Versão, ano. Não sei. Para mim, só uma é classificável: Belina branca, um pai na frente, uma irmã e dois primos atrás, verão de 1980.

Desse veículo, vi o mar pela primeira vez. Éramos quatro no porta-malas, rindo e acenando para os ocupantes de outros carros. Nos loucos anos 1980, andávamos de carro sem cintos de segurança, macaqueando de um lado a outro.

Foi na descida da serra que o milagre acontece. “Olha!”, alguém ou todos gritaram. Era ele. Uma piscina sem bordas vertendo azul pelo insondável.

O espanto nos silenciara. Só a criança e os iogues, para quem o passado deixou de ser e o futuro é ficção, podem sorver todo presente, antes que ele escorra pela ampulheta da inexistência.

Nessa Belina – à noite – eu, sozinha atrás, me esparramava no banco. As constelações cabiam na tela do vidro e a lua, acelerando junto. Apesar de proibido, quem nunca fez isso deve, em lugar seguro e ao menos uma vez, fazê-lo. Deitar-se no banco e assistir. A vida revela o ritmo que tem: tudo passa, passa, passa, deixando em memória fragmentos de imagens escorridas no tempo. Foto borrada de lágrima ou mofo.

Não provoque

Provocação era fechar os olhos para a eterna novidade do mundo, como diz Caeiro. “Porque pensar é não compreender…/ O mundo não se fez para pensarmos nele/(Pensar é estar doente dos olhos)/ Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…”.

Em pouco mais de duas décadas, as janelas do carro continuam, cada vez mais, intermediando nosso olhar para fora. Aprendizado difícil, antinarcísico, mas compensador. Ainda há natureza escondida atrás dos prédios; a cada dois dias, é descoberta no Brasil uma nova espécie de flor; o sol nasce e se põe em repetida novidade, o vento venta e a gente sente (não pensa) revelações da geografia interior.

A provocação hoje não é fechar os olhos, mas ver que coisas existem para além de nós e acreditar que esse algo se interpõe entre nós e a perfeição. Na rua, na avenida, na vida. Porque ver o outro, ou o mundo de que participamos, desperta o desejo de imediatamente querer aniquilá-lo. Vide armas no porta-luvas, mãos para o soco, palavras intérpretes da agressão. Vide, todos os dias, mortes no trânsito espetacularizadas pela mídia.

Como os carros, blindam-se corações. O preço é alto, tanto no primeiro como no segundo caso. Se você já blindou o seu, sabe do que estou falando: nada entra, nada sai. É o mesmo que estar morto. E, assim, é possível entender por que, por nada, agride-se ou se atira em um vizinho de pista.

Saudosa Belina

O Ford Belina começou a ser comercializado em 1970, com motor de 1289 cm3 de 65 cavalos e em três versões: standard, luxo e luxo especial.

As características mecânicas eram as mesmas do Corcel, isto é, tração dianteira e radiador selado. Podia atingir 140 km/h e chegava 100 km/h em 23 segundos.
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Mirna Bom Sucesso

Pessoal, hoje voltando da faculdade por volta das 21h30m, ao passar pela Avenida Juntas Provisórias vejo uma carreta tombada. Logo pensei, algum carro fez alguma “barberagem” e contribuiu com o tombo da carreta… Como um ser muito curioso que sou, resolvi parar o carro, descer e ver o que de fato estava acontecendo.

Ao descer do carro, olhei todo o cenário e não vi nenhum outro veículo envolvido, não demorou muito peguei minha câmera e tirei uma foto, a qualidade não ficou das melhores devido a baixa luminosidade. Ao tirar uma ou duas fotos para o blog, um agente da CET veio me perguntar se eu era da imprensa, eu respondi, dizendo que apenas precisava de algumas informações e ele resolveu me auxiliar.

Surpresa!!! Ele e o motorista da carreta, me contaram que devido a um grande buraco, o controle do caminhão foi perdido e que por estar transportando uma carga muito pesada a mesma se desestabilizou. 

Imagine só, um buraco foi o causador de um acidente absurdo, o motorista está bem, sofreu apenas um pequeno corte no braço esquerdo e um enorme susto.

Eu sinceramente fiquei absorto com este caso, refleti que a cada dia o trânsito está mais caótico. O pior é ver que além do trânsito ruim, as vias de tráfego estão em péssimo estado, causando uma série de prejuízos aos seus usuários. O caso que presenciei hoje não apresentou morte, mas poderia ter acontecido o pior. 

Tudo isso me faz pensar no descaso por parte de nossos governantes, prefeituras, etc… É difícil de se conformar com os muitos impostos que pagamos e com os poucos benefícios que obtemos. É difícil ver um trabalhador esforçado como o Sr. Arnaldo Pereira (o carreteiro), sofrendo de preocupação, de susto e com medo de ser demitido por uma falha que muito provavelmente não foi dele.

Mais do que nunca, São Paulo precisa de ajuda !  E agora ? De onde virá o socorro ?

Até breve !  By Bruno Garcia – 23:27

 

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