A matéria de capa da Época de Março deste ano, fala de saídas para o congestionamento nas grandes cidades e isso me trouxe à memória o Salão do Automóvel de Tóquio, realizado no final do ano passado.

“Quem só tem martelo, só enxerga prego”, diz o velho ditado. E é o que faz a indústria automobilística, que já há várias décadas perdeu sua capacidade realmente inovadora e inventiva. 

Cá entre nós, é meio constrangedora a foto do presidente da Toyota, Katsuaki Watanabe, apresentando no dito Salão, o chamado “carro individual conceitual”.

Na minha terra isso é uma cadeira de rodas high-tech. Watanabe defende que, daqui em diante, é “preciso dirigir pelas pessoas e pelo planeta”. Acho que o Greenpeace podia mandar uma ficha de inscrição para ele.

Os protótipos dos carros individuais foram estrelas nesse Salão. Além do i-Real, que é o nome do tal carro conceitual da Toyota, foi apresentado o Pixy, pela Suzuki. Também parece com uma cadeira de rodas. Seu diferencial é que pode ser encaixado dentro de outro veículo maior. A Nissan apresentou o Pivo 2. É tão pequeno que porta, painel e direção formam um único conjunto. Carlos Goshn, presidente mundial da Renault-Nissan, comentou meio que desculpando com os repórteres que “tudo isso não quer dizer que vamos abandonar a nossa paixão por performance”. Ah, bom!

Igualmente constrangedores são os equipamentos internos para passageiros de automóveis como o mostrado na figura abaixo.

 

A Toyota anunciou que esse kit tem “sensores de relaxamento com áudio, vídeo e um difusor de aromas”. Agora sim! Vamos ter mais qualidade de vida nos engarrafamentos.

Gente, isso tudo parece uma grande piada !  Será que estamos vivendo em um mundo aceleradamente fora da realidade ? 

Até breve  – – Bruno Garcia

 

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