Se você quer se desligar da cidade, relaxar, e se integrar com uma natureza exuberante, tudo com muito conforto, privacidade, charme e boa comida, o Ronco do Bugio é uma excelente opção.

 

ronco_do_bugio 

Integrante da Associação Roteiros de Charme, o Pouso e Gastronomia Ronco do Bugio fica a 100 Km de São Paulo, na cidade de Piedade, em um sítio de 12 alqueires de Mata Atlântica preservada, onde a natureza nos convida a contemplar e observar pássaros, vegetação, pequenos animais ou mesmo um dos macacos bugio que vivem nas redondezas e cujo som deu nome ao lugar.

Os sócios/proprietários, o casal Fátima e José Luiz Majolo, o chef Eduardo Duo e o designer de interiores Fuad Murad, se esmeraram não só em oferecer aos hospedes charme e boa comida como também priorizaram para que o empreendimento preservasse a natureza e promovesse o desenvolvimento econômico do moradores da região sem alterar sua paisagem. Por esse motivo a posada desenvolveu diversas parcerias com ONGs ambientais para levantamento de flora e fauna e com a Casa da Cultura de Piedade, para revelar  talentos locais, fazer intercâmbio entre artistas e artesãos de outras regiões, e treinar estudantes da rede pública para monitores ambientais e guias de passeios ecológicos. Faz ainda a coleta seletiva de todo o lixo produzido, e capacita profissionalmente a população local nas áreas de hotelaria e gastronomia.

        Toda esta preocupação resultou num local extremamente bonito e, melhor ainda, exemplar e politicamente correto.

            O projeto arquitetônico foi feito com materiais demolição de antigas fazendas mineiras e casas de tropeiros, e as 13 suítes têm ambientes diferentes e temáticos, mantendo em comum o conforto, o aconchego e a vista privilegiada da Mata Atlântica e da Serra de Paranapiacaba.

            A cozinha prioriza o produtos orgânicos, naturais e da própria região, revisitados de forma contemporânea, como a galinha caipira “de panela” ou torteloni de alcachofra.

            O café da manhã, servido nas mesas, é um caso à parte: além de ser servido até às 16 horas, oferece aos hóspedes: frutas, pães, cremes, cereais, frios, omeletes, doces e bolos numa festa para os olhos e o paladar.            

            Como atividades pode-se escolher entre caminhadas pelas trilhas, banho de cachoeira, piscina de água natural, sauna, sala de fitness e espaço terapêutico projetado com base na filosofia oriental e voltado para o bem estar e relaxamento. (Esta parte cuidada pessoalmente por Fátima).

            Junto à pousada há também uma sede que vale a pena ser visitada. Trata-se da Associação Rongo do Bugio, onde são promovidos cursos e palestras para os moradores da região e onde é possível comprar objetos artesanais de decoração feitos por eles.

Ronco do Bugiowww.roncodobugio.com.br Reservas: (15) 3299 8600 e (11) 8259 7788. Estrada PDD, 120 Bairro dos Pires, Piedade SP.

 

Um forte abraço – Bruno Garcia

Anúncios

Sete da manhã. Estou dirigindo e paro no farol, a caminho da empresa. Ao meu lado, pessoas dormindo. Vejo suas casas e observo seu sono. Elas moram nas ruas, mais especificamente embaixo de um viaduto.

Fico imaginando como é não ter um teto e, desta maneira, ter de partilhar momentos íntimos com uma multidão, que por aqui passa cotidianamente.

Não ter liberdade para se despir ou se relacionar e nem ter TV como passatempo. Não poder fechar as janelas para evitar a claridade de um novo dia que chega e nem ter onde se abrigar em dias chuvosos. Acordar e dar de cara com um mundo que já amanheceu e que segue para cumprir mais um dia de suas atividades rotineiras.

Durante os poucos minutos em que o farol está vermelho, os meus olhos devoram a cena que vejo pela janela. É tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe.

Vejo a desigualdade no rosto de cada um dos moradores da residência que tem o céu como teto, o concreto como cama e o asfalto como quintal. A velocidade de São Paulo passa ao lado, mas não pára por aqui. O ritmo da produção também não. Embaixo deste viaduto, há seres humanos cuja busca diária é pela subsistência.

Levo um susto que me traz de volta à realidade. É um pedinte batendo em meu vidro. Ele quer esmolas. Digo que não tenho e ele se vai. Então, o sinal abre e eu acelero, afastando-me novamente da dura realidade das ruas, com a triste sensação de ter as mãos atadas. Amanhã e depois, voltarei a visitar esta casa, na qual ninguém precisa bater à porta para entrar.

Bruno Garcia

 É  cada vez mais comum ouvir nos grandes centros urbanos que a área verde está diminuindo. No entanto, cabe entender, a princípio, o conceito de fato.

Área verde urbana é toda aquela em que há predomínio da vegetação arbórea. Estão, obrigatoriamente, inseridas na cidade. Praças, jardins e parques são alguns exemplos. Espaço livre, entretanto,  tem diferente significação. Abrange um maior número de locais, pois a vegetação em questão, está situada em grandes espaços parcialmente ou integralmente implantados nos centros urbanos.

São Paulo apresenta 248.209,426 m2, deste apenas 45.258.909 m2 correspondem as áreas verdes. São 34 parques, 2785 praças e 710 áreas jardinadas. (Dados: www.prefeitura.sp.gov.br).

Apesar disso, ainda conhecemos apenas o Parque Ibirapuera, Villa Lobos, Aclimação. As praças, muitas vezes, são lugares invisíveis, que passam desapercebidos. Os canteiros, que são 759 na cidade, encontram-se em condições precárias, abandonados.

A preservação e a manutenção do espaço livre não depende só do governo, parte dele a utilização de verbas para a melhoria destas áreas. No entanto, a população é a principal responsável por elas. Não cabe apenas um cuidado da prefeitura se as pessoas não ajudarem a cuidar e continuarem com os mesmo hábitos antiverdes. Conscientização vem, primeiramente, da família e da escola, depois o governo. Não quero aqui tirar a responsabilidades dos governantes não, mas quero alertar que não são os únicos agentes com ação em uma sociedade.

LEIA o texto escrito por Humberto Maia Junior, colaborador do Estado de S. Paulo, a respeito dos impactos nas áreas verdes causados pela urbanização crescente nas cidades. Link:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071214/not

Um Abraço – Bruno García

A matéria de capa da Época de Março deste ano, fala de saídas para o congestionamento nas grandes cidades e isso me trouxe à memória o Salão do Automóvel de Tóquio, realizado no final do ano passado.

“Quem só tem martelo, só enxerga prego”, diz o velho ditado. E é o que faz a indústria automobilística, que já há várias décadas perdeu sua capacidade realmente inovadora e inventiva. 

Cá entre nós, é meio constrangedora a foto do presidente da Toyota, Katsuaki Watanabe, apresentando no dito Salão, o chamado “carro individual conceitual”.

Na minha terra isso é uma cadeira de rodas high-tech. Watanabe defende que, daqui em diante, é “preciso dirigir pelas pessoas e pelo planeta”. Acho que o Greenpeace podia mandar uma ficha de inscrição para ele.

Os protótipos dos carros individuais foram estrelas nesse Salão. Além do i-Real, que é o nome do tal carro conceitual da Toyota, foi apresentado o Pixy, pela Suzuki. Também parece com uma cadeira de rodas. Seu diferencial é que pode ser encaixado dentro de outro veículo maior. A Nissan apresentou o Pivo 2. É tão pequeno que porta, painel e direção formam um único conjunto. Carlos Goshn, presidente mundial da Renault-Nissan, comentou meio que desculpando com os repórteres que “tudo isso não quer dizer que vamos abandonar a nossa paixão por performance”. Ah, bom!

Igualmente constrangedores são os equipamentos internos para passageiros de automóveis como o mostrado na figura abaixo.

 

A Toyota anunciou que esse kit tem “sensores de relaxamento com áudio, vídeo e um difusor de aromas”. Agora sim! Vamos ter mais qualidade de vida nos engarrafamentos.

Gente, isso tudo parece uma grande piada !  Será que estamos vivendo em um mundo aceleradamente fora da realidade ? 

Até breve  – – Bruno Garcia

 

Olá a todos!!! Sou Bruno Garcia e este é meu primeiro post em Mundo Acelerado (São Paulo em foco) . Com a divulgação dos múltiplos aspectos desta heterogênea cidade que é São Paulo, espero que o blog propicie um espaço agradável de leitura, em constante diálogo com vocês, leitores. Portanto, fiquem à vontade para comentar e enviar suas sugestões.

Antes de qualquer coisa, preciso esclarecer a você, leitor, que não estou sendo irônico. Acho realmente que o tráfego da capital paulista pode ser bastante produtivo. Obviamente, não nasci e muito menos tirei carta de motorista pensando dessa forma, mas como tudo que vale a pena na vida, tive que lutar muito para mudar meu ponto de vista. Mas tudo bem, confesso: também não sou tão virtuoso assim… A verdade é que não tive escolha: Ou eu chegava em casa chutando a porta da frente completamente louco, ou tentava fazer o melhor possível do inevitável trânsito diário de duas horas. Fiquei com a última opção.

No mundo das expressões “tempo é dinheiro”, “gestão de tempo” e “timing”, dificilmente dispomos de uma ocasião para ouvir de verdade quem está ao nosso lado, apreciar uma boa música e refletir sobre o dia que começa ou termina.

Aquela situação forçada e inevitável deve ser produtiva, assim como acredito que tudo na vida deva ser. E por mais que pareça um paradoxo tornar alguns momentos bem sucedidos sem o auxilio de celulares ou laptops, posso garantir que não há contradição alguma nisso. Quando se está parado entre dois carros e a idéia de passar por cima, xingar o outro motorista ou buzinar são péssimas opções, a não ser que você goste da idéia de morrer prematuramente, o melhor para você e para quem está próximo é exercer algumas virtudes no congestionamento e na vida: paciência, auto-controle, serenidade e bom humor.

Já dizia minha mãe, uma das pessoas, se não a mais, que admiro: “Do limão deve-se fazer uma limonada”. Já disse e repito: Não é fácil! Porém como disse o Capitão Nascimento (Wagner Moura) em Tropa de Elite “Mas quem disse que a vida é fácil?”.

 

Um Abraço